Brasília Pela primeira vez em dois meses, o mercado reduziu suas projeções para a inflação deste ano, segundo pesquisa feita pelo Banco Central entre bancos e empresas de consultoria. De acordo com o levantamento, a estimativa para a alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) recuou de 12,52% para 12,38%.
A pesquisa do BC foi divulgada ontem. O levantamento mostra ainda que o mercado está mais otimista em relação ao comportamento da taxa de câmbio. Projeta-se que a cotação do dólar vá ficar em R$ 3,61 no final do ano, contra R$ 3,65 apontados pela pesquisa feita há dez dias.
Os números se referem a um conjunto de aproximadamente 70 empresas consultadas pelo BC. A melhora das expectativas do mercado referentes à inflação e à taxa de câmbio pode abrir espaço para que os juros se mantenham estáveis neste mês.
Desde outubro de 2002, a Selic têm subido uma vez por mês. A justificativa apresentada tanto pelo governo anterior quanto pelo atual foi a necessidade de conter a alta da inflação.
As projeções captadas pelo levantamento feito pelo BC no mercado servem para que o Copom conheça as projeções dos investidores. O receio do governo é que a própria expectativa de que a inflação vá permanecer alta influencie as decisões das empresas, que poderiam reajustar preventivamente seus preços para evitar perdas futuras.
O IPCA é o índice acompanhado mais de perto pelo BC porque serve de referência para as metas de inflação fixadas pelo governo. Em relação a outros índices, a pesquisa de mercado feita pelo BC ainda mostra sinais de pessimismo.
A alta esperada para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe, em São Paulo, passou de 11,47% para 11,70%. Para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), a estimativa foi elevada de 15,05% para 15,13%, de acordo com o levantamento do BC.

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