Mercado volta a baixar estimativa de inflação
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segunda-feira, 30 de maio de 2005
Gustavo Freire<br>Agência Estado 
Brasília - As projeções de mercado para a inflação deste ano caíram de 6,38% para 6,35% em pesquisa semanal Focus, do Banco Central (BC), divulgada ontem. A segunda queda consecutiva das estimativas deixou o mercado animado com a possibilidade de o Comitê de Política Monetário (Copom) não precisar mais fazer novas elevações de juros. A aposta é que o juro permanecerá em 19,75% em junho e começará a cair a partir o segundo semestre. Apesar de menor, a projeção da inflação ainda continua acima da meta estabelecida para este ano, que é de 5,1%.
O recuo das estimativas de inflação para o ano veio acompanhada de uma redução das previsões de alta dos preços em junho, de 0,40% para 0,36%. A diminuição reitera a visão de alguns analistas de mercado de que a política de elevação continuada dos juros iniciada em setembro do ano passado já começa a surtir o efeito esperado. Os mais otimistas chegavam a dizer ontem que não descartam a possibilidade de a inflação de junho ficar em apenas 0,30%. Em abril, a taxa medida pelo IPCA tinha ficado em 0,87%.
Outra notícia positiva trazida pela pesquisa divulgada ontem foi a redução das projeções de reajuste dos preços administrados neste ano. Depois de 10 semanas consecutivas de altas, as estimativas recuaram de 7,84% para 7,80%. Apesar da queda, a estimativa ainda se encontra acima dos 7,3% projetados pelo Copom em sua última reunião. Para 2006, as previsões de aumento dos administrados não cederam e continuaram estáveis em 6% pela sétima semana seguida. O Copom, no entanto, trabalha com uma hipótese de aumento dos administrados para o próximo ano de 5,1%.
O lado negativo ficou com a segunda queda consecutiva das estimativas de crescimento da produção industrial neste ano. Em vez dos 4,39% da semana passada, as projeções de aumento da produção industrial neste ano atingiram os 4,27%. Há quatro semanas, estas projeções estavam em 4,64%. Apesar da oscilação negativa, as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficaram estáveis em 3,50% pela segunda semana consecutiva. O porcentual é menor que os 4% projetados pelo próprio BC no Relatório de Inflação divulgado ao final de março.


