São Paulo – A pesquisa semanal do Banco Central com economistas e instituições financeiras voltou a mostrar contração maior da atividade econômica neste ano e alívio na inflação em 2017, de acordo com dados divulgados ontem. Segundo o boletim Focus, o PIB (Produto Interno Bruto) deve recuar 3,88% neste ano, enquanto na semana passada a estimativa era de queda de 3,86%. Quatro semanas antes, o mercado via contração de 3,80% da atividade econômica em 2016. Para o próximo ano, a perspectiva de crescimento foi mantida em 0,50%.

Na última sexta-feira, o IBC-Br, indicador de atividade do Banco Central, mostrou que a atividade econômica do País recuou 1,44% no primeiro trimestre do ano. Em março, a queda foi de 0,36% em relação a fevereiro, enquanto na comparação com o mesmo mês de 2015 o recuo foi de 6,64%. Em 12 meses, o índice caiu 5,11%.
A projeção para o IPCA (índice oficial de inflação) neste ano foi mantida em 7%, mas a de 2017 foi cortada de 5,62% na pesquisa passada para 5,50% neste boletim.
Em relação ao câmbio, a projeção para o dólar no final deste ano foi mantida em R$ 3,70 e permaneceu em R$ 3,90 em 2017. A estimativa para a taxa básica de juros (Selic) também foi mantida em 13% neste ano e cortada de 11,75% para 11,50% no próximo.

Produção industrial
Já a mediana das expectativas para a produção industrial de 2016 na Focus foi revisada de -5,95% na última semana para -5,85% - um mês antes estava em -5,80%. Para 2017, ficou mantida a previsão de um crescimento de 0,74%. Há quatro semanas, estava em 0,69%.

No caso da relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB de 2016, a projeção dos analistas passou de 41,40% para 42,00% no documento divulgado há pouco - quatro edições antes estava em 41,40%. Para 2017, a taxa passou de 46,65% para 47,00% - um mês antes estava em 46,35%.

Balança comercial
O relatório revelou que as estimativas dos analistas para a balança comercial de 2016 passaram de um saldo positivo de US$ 46,40 bilhões para US$ 48,00 bilhões. Quatro boletins atrás, estava em US$ 45,51 bilhões. O ponto central da pesquisa de 2017 ficou mantido em US$ 50,00 bilhões - quatro edições atrás do documento, estava também em US$ 50,00 bilhões.

Já as previsões de déficit para a conta corrente de 2016 passaram US$ 20,00 bilhões para US$ 18,48 bilhões - um mês antes estavam em US$ 20,00 bilhões. Para 2017, a perspectiva de saldo negativo foi alterado de US$ 18,00 bilhões para US$ 17,60 bilhões - um mês antes estava em US$ 18,00 bilhões.

A mediana das previsões para o Investimento Direto no País (IDP) em 2016 teve leve alta, de US$ 57,35 bilhões na semana passada para US$ 58,50 bilhões nesta semana - há quatro documentos, estava em US$ 55,00 bilhões. Para 2017, ficou estável em US$ 60,00 bilhões. Quatro semanas atrás, estava em US$ 55,00 bilhões

Inflação
Na primeira semana com dados coletados no mercado já sob a gestão Michel Temer, a mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016 ficou estável no Relatório de Mercado Focus. A taxa está em 7,00%, mesmo valor projetado na pesquisa divulgada na semana passada, ainda abaixo dos 7,08% de quatro semanas atrás.

O foco do Banco Central para alcançar a meta de inflação de 4,5% não é mais 2016, mas sim 2017. No caso do ano que vem, a mediana caiu de 5,62% para 5,50%. Há quatro semanas estava em 5,93%.

mockup