Fundos sem prazo de carência e divididos conforme a política de investimentos e natureza dos títulos da carteira. Essa deve ser a nova cara da indústria dos fundos de investimento financeiro (FIFs) a partir de agosto, quando serão adotadas as mudanças anunciadas pelo Banco Central (BC) no fim de junho.
O diretor da HSBC Asset Management, Luís Eduardo de Assis, acredita que não há vantagem que justifique a manutenção da carência, ainda que não renovável. Ele diz que a esmagadora maioria dos fundos deverá passar a ter saques diários remunerados, sujeitos à cobrança do IOF até o 29º dia da aplicação.
O sócio-gerente da BankBoston Asset Management, Fábio de Oliveira, entende que alguns administradores poderão manter a carência inicial quando houver instrumentos de prazo mais longo à disposição do mercado, como debêntures emitidos por empresas e títulos prefixados do governo. No momento, a tendência parece ser a adoção de liquidez diária em todos os fundos (DI, renda fixa, cambiais, de derivativos e multicarteira).
Oliveira afirma que, com o fim do compulsório e a adoção de um IOF regressivo para aplicações até 29 dias, uma distorção do mercado brasileiro deve ser corrigida. As aplicações não serão divididas por prazo, mas pela política de investimentos.
O diretor-executivo de Renda Fixa da Unibanco Asset Management (UAM), Marcelo Peano, diz que, em algumas aplicações mais agressivas, é possível que seja estabelecida uma carência inicial.

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