Estudo recente, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo, a pedido da Câmara Brasileira do Livro e do Sindicato Nacional de Editores de Livros, analisou a produção e as vendas do setor editorial, revelando que o número de exemplares publicados, em 2009, foi 13,5% superior ao de 2008.
Outra constatação interessante é que, no mesmo período, o preço médio dos livros vendidos pelas editoras às livrarias ficou 3,56% abaixo da média registrada em 2008, caindo de R$ 11,52 para R$ 11,11. Isso como resultado do aumento do número de exemplares vendidos, acrescido dos efeitos benéficos da suspensão da cobrança do PIS/Cofins para a área editorial, medida em vigor desde 2004.
A pesquisa destaca ainda a contínua expansão do segmento infantil, cujas obras responderam, em 2009, por 7,4% do total de exemplares disponibilizados pelas editoras. A produção de literatura juvenil também pode ser considerada promissora, com participação de 6,9%. Dessa forma, os livros voltados às crianças e aos adolescentes ocuparam o segundo lugar na produção por área temática, atrás apenas dos livros didáticos, que atingem 47,5% do total produzido.
Mas ainda há muito espaço para crescer, como demonstra uma avaliação do hábito da leitura em 52 países, realizada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 2009, que colocou o Brasil na 47 posição.
Embora o índice de leitura do brasileiro tenha aumentado 150% nos últimos dez anos, passando de 1,8 livro por ano para 4,7, a média de leitura por pessoa, em países desenvolvidos, chega até 10 livros ao ano. (A.S.)

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