O trabalhador tem à sua disposição vários produtos que garantem o pagamento de suas contas caso seja demitido. São apólices que asseguram, se o consumidor ficar desempregado, a quitação de um determinado número de mensalidades escolares, de prestações de financiamentos habitacionais e de veículos e de empréstimo pessoal e até mesmo dos juros do cheque especial ou das dívidas do cartão de crédito.
Num momento que a perda do emprego é uma das principais preocupações dos assalariados, esses produtos tendem a ganhar espaço no mercado. Com eles, há uma segurança maior para que o consumidor assuma compromissos de longo prazo. Há financiamentos habitacionais, por exemplo, que se estendem por períodos de até 15 anos.
O diretor de Crédito Imobiliário e Poupança do BankBoston, Fábio Nogueira, ressalta a segurança que o produto confere ao mutuário, o que é fundamental para quem entra num financiamento de longo prazo como o habitacional. ‘‘Visualizar a própria situação financeira daqui a dez anos, por exemplo, é um exercício de futurologia’’, diz Nogueira. Segundo ele, trata-se do primeiro seguro desse tipo voltado para o financiamento habitacional. A companhia seguradora que vai garantir as operações é a Cigna.
O diretor da área financeira do BankBoston, Antonio Helio Lopes, justifica a importância desses produtos lembrando que cerca de 40% dos casos de inadimplência no financiamento de veículos ocorrem por conta do desemprego.
Veja como funciona um dos produtos que estão sendo oferecidos no mercado. A concessionária Diasa, da General Motors (GM), tem o seguro Garantia Financeira, que quita o pagamento de até seis parcelas do financiamento de carros novos ou usados em caso de desemprego do consumidor. O produto não vale, porém, nos casos de demissão por justa causa. No financiamento em 36 prestações iguais de um Corsa básico, cotado a R$ 11,7 mil, o cliente que optar pelo seguro paga R$ 537,00 por mês. Se não quiser a garantia, a parcela é de R$ 513,63. O seguro é feito pela companhia Cigna.

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