Mercado tem novo dia de mau humor devido a fatores externos e internos
Ibovespa fecha em queda de 0,65%, aos 94.388,73 pontos
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quarta-feira, 08 de maio de 2019
Ibovespa fecha em queda de 0,65%, aos 94.388,73 pontos
Agência Estado 
O Índice Bovespa teve novo pregão de perdas nesta terça-feira (7) determinada mais uma vez pela aversão ao risco no mercado internacional. Sem defesas contra a má influência das bolsas de Nova York, o principal índice de ações brasileiro fechou em queda de 0,65%, aos 94.388,73 pontos. Os negócios na B3 somaram R$ 15,1 bilhões. O temor de intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China manteve-se no centro das atenções e justificou as perdas em todos os mercados acionários de relevância no mundo. A queda do Ibovespa foi considerada "positiva" entre operadores, se comparada às perdas superiores a 2% registradas pelas bolsas americanas.
Ações do Itaú Unibanco PN têm queda de 1,12%
A continuidade da troca de farpas dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro entre as alas militar e ideológica também teriam contribuído com o mau comportamento do mercado. Na análise por ações, um dos principais destaques do dia foi Itaú Unibanco PN. Segunda ação de maior peso na composição do Ibovespa (9,88%), o papel caiu 1,12% e respondeu pelo maior volume de negócios na B3 (R$ 909,9 milhões). Petrobras PN caiu 1,57%, alinhada às perdas dos preços do petróleo no mercado internacional. Foram poucos os destaques de alta entre as blue chips. Entre eles estiveram Banco do Brasil ON (+0,24%) e Vale ON (+0,08%).
Com mais uma alta, dólar acumula apreciação de 1,23% no mês
A conjugação de ambiente global de aversão ao risco com temores de diluição da reforma da Previdência, na esteira de disputas internas no governo Bolsonaro, fez com que o dólar subisse mais um degrau nesta terça-feira, emendando o segundo pregão consecutivo de alta. Com valorização de 0,29%, a moeda americana fechou cotada a R$ 3,9694. Na semana, o dólar já subiu 0,77%, o que leva a valorização acumulada em maio a 1,23%. Para o operador de câmbio Cleber Alessie, da H.Commcor, na ausência de um sinal inequívoco de força do governo no Congresso, a moeda americana tende a se manter pressionada e oscilar conforme o vaivém do ambiente externo. "O mercado está míope, com foco na Previdência. Mas já não há aquele otimismo do início do ano", diz Alessie.
Taxa DI para janeiro de 2023 sobe de 8,152% para 8,18%
O mercado de juros não escapou da influência negativa do aumento da aversão ao risco no exterior, mas o contágio na curva foi considerado limitado e mais concentrado na ponta longa. As taxas curtas ficaram estáveis. A DI para janeiro de 2020 fechou em 6,445%, de 6,440% ontem no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou estável em 7,04%. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 8,152% para 8,18% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,672% para 8,70%.
O pessimismo sobre a atividade econômica também não abre espaço para acúmulo de prêmios na curva, que continua precificando estabilidade para a taxa Selic nos 6,50% tanto nesta quarta, na decisão do Copom, quanto ao longo de 2019.


