Mercado tem fartura de linhas
Classe média tem a Carta de Crédito - O programa Carta de Crédito CEF, destinado a quem tem renda familiar acima de 12 salários mínimos (R$ 1.440,00) e pretende obter financiamento para a compra de imóvel residencial, novo ou usado, está atendendo apenas quem fez a inscrição na Caixa no fim do ano passado. A liberação do financiamento depende de aprovação pelo gerente da agência.
O valor do financiamento concedido por esse programa depende do preço do imóvel: até R$ 120 mil, o financiamento será de até 80% do preço, se o candidato tiver renda compatível; e, acima de R$ 120 mil, será limitado em 30% do preço. É permitido o uso de recursos do Fundo de Garantia no pagamento da entrada.
Autofinanciamento dispensa comprovação de renda - A compra de imóvel por meio de autofinanciamento de construtora é opção para quem tem dificuldades de comprovar renda. Basta que tenha nome limpo na praça e demonstre capacidade de pagamento para que o candidato ao empréstimo tenha o cadastro aprovado pela construtora. Para imóvel pronto, normalmente exige-se o pagamento de entrada, entre 20% e 35% do preço, e o saldo devedor é parcelado entre 60 e 72 meses, com correção por um índice de preço mais juro de 12% ao ano.
Poupança vinculada tem acesso simples - A não-exigência de comprovação de renda para abertura da nova Poupança de Crédito Imobiliário, da Caixa Econômica Federal, tende a atrair, especialmente, autônomos e profissionais liberais à aplicação. Os documentos exigidos são apenas a carteira de identidade, o CPF e comprovante de residência. Essa modalidade de poupança dá direito ao aplicador de obter financiamento destinado à compra de imóvel residencial ou comercial e de terreno, após 12 meses de depósitos mensais equivalentes ao valor da prestação do empréstimo pretendido.
Construção também é financiada - Financeiras e bancos privados também estão concedendo empréstimos para a compra de materiais de construção e pagamento de mão-de-obra. O Banco de Boston e o Bradesco, por exemplo, oferecem financiamento direto ao consumidor, com prazo de cinco e dez anos, respectivamente. Os bancos Panamericano e Fibra e a financeira Fininvest concedem crédito, por meio das lojas de materiais, com prazos entre 12 e 24 meses.
Bancos estão ampliando oferta - Cresceu a oferta de crédito bancário para compra de imóvel. Pelo menos oito bancos privados estão concedendo empréstimos atrelados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e carteira hipotecária (CH), em ambos corrigidos pela Taxa Referencial (TR). Além dessas linhas, o Banco de Boston oferece crédito vinculado a recursos externos e ao leasing imobiliário, corrigido pela variação do dólar.
SFI é a nova alternativa - Quem está planejando comprar imóvel poderá contar, ao que tudo indica a partir do ano que vem, com mais uma opção de crédito. Trata-se do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), cuja proposta de criação ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. Para obter o financiamento pelo SFI, o interessado deverá procurar um banco ou uma companhia hipotecária.
Bancos negociam dívidas - Mutuários da Caixa Econômica Federal (CEF) e de bancos privados com prestações em atraso devem procurar negociar o débito na agência onde assinou o contrato. Para reduzir a inadimplência em suas carteiras, os agentes financeiros estão concordando em parcelar o débito ou incorporá-lo ao saldo devedor, para o pagamento no fim do contrato.

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