OTIMISTO DE VOLTA Mercado tem dia de euforia; dólar desaba e bolsa sobe Expectativas sobre economia do País são melhores que nunca Arquivo FolhaEXUBERÂNCIA CONTIDABolsa de São Paulo subiu 3,42% ontem: desemprego maior nos EUA foi uma das ‘boas notícias’ do dia Agência Folha De São Paulo A euforia tomou conta do mercado financeiro ontem. As expectativas a respeito do futuro da economia brasileira parecem melhores do que nunca. A Bolsa subiu 3,42%, os mercados futuros sinalizaram para queda da taxa de juros e o dólar teve sua menor cotação em nove meses. Em apenas um dia, o preço do dólar caiu 0,73%: um dólar podia ser comprado hoje por R$ 1,746. Essa foi a menor cotação desde junho de 99, quando a moeda norte-americana chegou a ser cotada a R$ 1,742. O otimismo era geral nas mesas de câmbio, mas ninguém sabia ao certo quais os fatores que fizeram o real valorizar-se tanto na última semana. Desde segunda-feira, o preço do dólar caiu 1,3%. Alguns analistas acreditam que tanto o cenário interno quanto o externo tornaram-se mais claros. Inflação sob controle, boas notícias nos EUA (leia ao lado) e bons resultados nas contas externas brasileiras seriam os principais fatores. Segundo um operador, muitos bancos passaram a mudar de posição, vendendo dólares. Isso estaria acontecendo porque a avaliação geral é que a tendência é de que o câmbio, no mínimo, se estabilize. Outros indicadores, apesar de ignorados por quem comprava e vendia moedas ontem, também podem explicar a tendência de queda: até 17 de fevereiro entraram US$ 4 bilhões em investimentos diretos no país e o BC já captou pelo menos US$ 2,7 bilhões este ano com suas colocações de bônus da República no exterior. A estratégia agressiva do BC tem ajudado a manter a relativa calma no câmbio. Até agora, o governo já obteve recursos para pagar 72% dos vencimentos da dívida externa pública deste ano. Essas captações não têm impacto direto sobre a taxa de câmbio, mas ajudam a formar um clima mais otimista. Os recursos captados vão direto para as reservas em moeda estrangeira do BC, sem transitar pelo mercado de câmbio. Por isso, não influenciam diretamente a cotação do dólar. Mas têm efeito positivo sobre as expectativas porque o mercado sabe que o BC terá mais recursos em suas reservas.

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