O dia do mercado acionário não poderia ter sido mais agitado. O Ibovespa chegou a recuar 2,73% pela manhã, mínima do dia, acompanhando até com certa discrição o tombo de 5,6% da Nasdaq. A bolsa eletrônica americana, como se previa, sofreu com o alerta da Intel de que sua receita será menor neste terceiro trimestre. A Intel chegou a cair 25% e fechou em baixa de 22%, mas as demais ações que compõem a Nasdaq e o Dow Jones se recuperaram, permitindo que estas bolsas fechassem em -0,66% e +0,76%, respectivamente.
A reação das bolsas nova-iorquinas, aliada à decisão de Bill Clinton de vender parte das reservas estratégicas de petróleo do país, propiciou uma alta até significativa da bolsa paulista. O Ibovespa subiu 1,28%. O giro financeiro somou R$ 954 milhões.
Antes mesmo do anúncio de Clinton, o petróleo já operava em baixa na expectativa de que a ‘‘cavalaria americana’’ salvaria o mundo da crise. O petróleo para novembro recuou US$ 1,32, para US$ 32,68 na Nymex de Nova York.
O dólar comercial viveu um dia de grande oscilação de preço ontem, influenciado por fatores externos e internos. De fora, as cotações da moeda sofreram interferência da volatilidade das bolsas norte-americanas, da queda do petróleo, do fortalecimento do euro e da reafirmação do rating da Argentina pela S&P. Internamente, o fluxo positivo e notícias favoráveis ajudaram a derrubar os preços.
O câmbio comercial chegou a oscilar 1,19% durante o dia, entre a mínima de R$ 1,843 (-0,65%) e a máxima de R$ 1,865 (+0,54%). No fechamento, seu preço caiu 0,59%, cotado a R$ 1,844, na venda – abaixo do nível informal de R$ 1,85, considerado um ponto de equilíbrio pelo mercado. Com esse recuo ontem, o ganho acumulado pelo dólar comercial este mês encolheu para 1,10%. (Márcia Pinheiro, Marisa Castellani e Silvana Rocha)

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