Mercado segura o preço dos papéis da Petrobras
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A proximidade do fim do prazo para as ofertas no leilão de ações de Petrobras gerou um forte movimento especulativo na Bovespa ontem. O índice da carteira teórica paulista fechou em alta de apenas 0,25%, a despeito do clima de tranquilidade política, da operação de swap de dívida anunciada pelo Banco Central e das altas da Nasdaq (+0,73%) e do Dow Jones (+0,57%).
O prazo para as ofertas de Petrobras termina na segunda-feira e, na terça, será divulgado o chamado book building, com o preço apurado para as ações. Interessa ao mercado segurar a cotação do papel, para comprar melhor, depois de terminado o prazo para a adesão das pessoas físicas, que poderão usar até 50% do seu FGTS para adquirir as ações ordinárias da estatal.
Petrobras ON (-3,96%) foi a maior queda do Ibovespa. Petrobras PN caiu 1,37%. Somente esta última foi responsável pelo giro médio de R$ 236 milhões do total de R$ 969 milhões contabilizado ontem na Bolsa paulista.
O governo poderá mudar os critérios adotados na venda de ações da Petrobras aos trabalhadores com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para suas próximas ofertas pulverizadas a privatização de Furnas e a venda da participação acionária do governo na Vale do Rio Doce. A possibilidade foi admitida pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros. Ele disse que os resultados das vendas da Petrobras só serão conhecidos na próxima semana, mas afirmou que a compra com recursos do Fundo já superou R$ 1 bilhão e constitui a maior venda de ações já feita no Brasil.


