O mercado de juros confirmou ontem que está mais cauteloso e, por conta disso, também mais sensível a notícias ou rumores negativos. Como já era esperado desde anteontem, as instituições financeiras pediram – e levaram – taxas maiores de remuneração no leilão de títulos prefixados do Tesouro, em relação ao leilão da semana passada. Após a venda, as taxas para os mesmos papéis leiloados começaram a recuar no mercado secundário. Mas bastaram rumores de novos ingredientes na briga política no Congresso e de um resultado do IGP-M pior do que o esperado (primeira prévia de fevereiro, a ser divulgada hoje), para que elas retomassem a alta.
A cautela assumida pelo mercado está minando também as apostas mais otimistas para a Selic, o juro básico da economia. O mercado está mais propenso a acreditar que o Comitê de Política Monetária (Copom), na sua reunião do dia 14, próxima quarta-feira, reduzirá a Selic em apenas 0,25 ponto porcentual ou manterá a taxa nos atuais 15,25%. Contribui para a cautela o fato de que, no mesmo dia 14, há a eleição na Câmara e no Senado. Há duas semanas, o otimismo reinava e a aposta majoritária era de redução em 0,50 ponto porcentual.
Ontem a Bovespa fechou em alta de 1,64%, com volume financeiro pequeno, que somou apenas R$ 544 milhões. O dólar comercial operou em baixa durante todo o dia e encerrou no preço máximo de venda, cotado a R$ 2,0010, com recuo de 0,10% sobre o fechamento de anteontem.
(Marisa Castellani, Márcia Pinheiro e Silvana Rocha)

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