O professor de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Adilson Volpi, salienta que esta imprevisibilidade do que irá acontecer na economia traz várias consequências, entre elas uma tendência de alta da inflação.

Ele relata que muitas empresas, por exemplo, começam a analisar esta tendência de elevação e buscam se proteger através de ajustes de custos e aumento dos preços. "Nos últimos meses, nos deparamos com comerciantes sendo surpreendidos pelo aumento de preços de fornecedores de uma forma absurda. Sei de casos aqui em Curitiba que a empresa foi fazer novo pedido e percebeu que estava vendendo o produto na prateleira mais barato do que o valor reajustado pelo fornecedor. Estas variações, claro, acabam retroalimentado a inflação".

Para Volpi, a previsão de melhoria para a economia brasileira é praticamente nula tanto para este ano como em 2017. É um momento, segundo ele, em que o setor produtivo está se defendendo. "Por outro lado, as pessoas também estão revendo seus orçamentos familiares, comprando de forma mais seletiva e se adequando a este novo cenário. No caso de Curitiba, acho que o índice acabou não subindo porque o setor de serviços é muito competitivo, tendo que se adequar para angariar novos clientes, reduzindo valores", completa ele. (V.L.)

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