São Paulo O sucesso da rolagem de uma dívida cambial e o crescimento, no mercado, da percepção de que uma possível guerra no Iraque talvez não aconteça em fevereiro, como se esperava anteriormente, levaram o dólar a registrar sua maior queda em duas semanas.
A moeda ontem fechou em queda de 1,09%, a R$ 3,595 para compra e a R$ 3,600 para venda. O destaque entre os vendedores de dólar foram as empresas exportadoras e alguns bancos que preferiram embolsar o lucro da recente alta do dólar, vendendo a moeda logo após ela atingir, anteontem, a maior cotação do ano.
O mercado mundial respirou ontem aliviado, pois o presidente americano George W. Bush não deu nenhum ''grito de guerra'' contra o Iraque, em seu discurso no Congresso, na madrugada.
A previsão é que o mercado fique mais calmo até amanhã, mas volte a se agitar a partir dessa data, quando os investidores fecham posições para um fim de semana que reserva o encontro do presidente dos EUA, George W. Bush, e seu aliado, o premier britânico Tony Blair.
A virada do dólar, que operara toda a manhã em alta, ocorreu depois que o Banco Central anunciou ter concluído a rolagem de toda a parcela renovável da dívida de US$ 1,8 bilhão que vence no próximo dia 3 (cerca de 94,5% do total).
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta de 3,29%, aos 10.863 pontos e volume financeiro de R$ 1,453 bilhão. O alto giro de ontem deve-se à conclusão da oferta pública de permuta de ações ordinárias e preferenciais da Petrobras Distribuidora por ações preferenciais da Petrobras. A operação movimentou R$ 872.349.500,73. As ações preferenciais da Petrobras subiram ontem 7,76%, a terceira maior alta do pregão.
Apesar do bom desempenho de ontem, a Bolsa paulista acumula perdas de 3,5%. ''Foi um dia de recuperação técnica. A alta em Wall Street ajudou bastante'', diz o diretor da corretora Planner, Luiz Antonio Vaz das Neves. A Dow Jones, principal índice de Bolsa de Nova York, fechou em alta de 0,27%. A Nasdaq, que reúne os negócios das empresas de alta tecnologia, subiu 1,19%.
As duas maiores altas ontem foram registradas pelas preferenciais da Net, 8,28%, e pelas ordinárias da Eletrobrás, que subiram 8,24%. Os papéis que mais perderam foram os preferenciais da Telemig, com queda de 1,93%, e os da Eletropaulo, 1,26%.

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