Mercado sai do marasmo e começa 98
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terça-feira, 06 de janeiro de 1998
Agência Estado São Paulo 
As bolsas de valores ensaiaram uma recuperação do ritmo dos negócios ontem, segundo dia útil do ano. Na sexta-feira passada, apesar de o Ibovespa ter subido 2,77%, o volume financeiro somou apenas R$ 266 milhões. Ontem, muitos investidores retornaram dos feriados de fim de ano, permitindo que a bolsa paulista fechasse em alta de 1,21%, com giro de R$ 618 milhões.
O destaque do dia foi o comportamento das ações do Banespa, a maior alta do índice da carteira teórica em São Paulo. As negociações com este papel estavam suspensas desde a sexta-feira, dia 26 de dezembro, em função do anúncio da federalização do banco. Desta forma, não houve reação quando uma liminar, obtida na semana passada, tentava impedir a transferência do Banespa para a União. Nem tampouco quando a liminar foi derrubada. Resultado: reabertos os negócios ontem, a ação preferencial do banco fechou com estupendo ganho de 37,3%, cotada a R$ 62,50 o lote de mil. O papel ordinário subiu 33,3%, para R$ 52,00.
As bolsas só não fecharam no seu melhor momento porque, dez minutos antes de encerrados os negócios, o Dow Jones inverteu a mão e passou a operar em baixa. Não foi nada dramático - o índice chegou a cair 8 pontos e estava zerado às 17 horas -, mas o suficiente para impedir uma animação maior nos pregões domésticos. O mercado de câmbio não deu bola para a queda das bolsas de Tóquio e Hong Kong.


