Após quase três semanas paralisado, o mercado brasileiro de soja retomou as negociações internas na semana passada, informou o boletim do Centro de Pesquisa em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). De acordo com a publicação, a maior movimentação foi relativa à soja da safra nova, mas também foram observados negócios com soja da safra 2001/02, ainda que em pequenos volumes.
A colheita no Brasil já começou no Mato Grosso, mas de forma incipiente. No Paraná, o grão começa a ser colhido na segunda quinzena de fevereiro. A estimativa do Deral é obter 10,5 milhões de toneladas nos 3,54 milhões de ha plantados no Estado. ''Essa previsão deve se confirmar, pois as lavouras estão se desenvolvendo bem'', afirmou o engenheiro agrônomo Otmar Hubner, do Deral.
Segundo ele, o preço da soja está estável no mercado internacional, variando em torno de US$ 210 por tonelada. ''O estoque mundial é alto, mas as cotações não caem porque a demanda é boa'', disse.
No mercado interno, a saca estava cotada ontem a R$ 39, em média, ante os R$ 42 praticados há um mês. ''O preço acompanha o dólar'', analisou. Segundo o técnico, o início da colheita deve derrubar essa cotação. Apesar da estimativa de safra recorde, porém, ele não acredita em quedas bruscas no valor praticado atualmente. ''A demanda é favorável'', reforçou.

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