Mercado retoma
calmaria e
bolsas sobem
Agência Estado
O mercado financeiro trabalhou em ambiente mais calmo ontem, com alta das Bolsas de Valores e tendência declinante do dólar e juros. A Bolsa de São Paulo sibiu 3,41%, de carona nos comentários do deputado Inocêncio de Oliveira de que uma pesquisa em elaboração pelo Ibope aponta reação do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Especulações não faltaram. Só que, desta vez, o mercado ignorou os rumores de que uma outra pesquisa, a do Vox Populi, indicaria novo encolhimento da diferença que separa o candidato das oposições, Luís Inácio Lula da Silva, do presidente Fernando Henrique. Embora se tenha aliado ao comentário que lhe era favorável ontem, o mercado de ações continua arisco e tende a reagir com bruscas oscilações a boatos que, tudo indica, devem continuar.
Essa perspectiva torna a compra de ações um investimento de altíssimo risco para quem não está familiarizado com as instabilidades do mercado. Os negócios nas Bolsas estão sendo movimentados apenas para o giro rápido de papéis e, embora os preços estejam atraentes, ninguém arrisca palpite sobre a tendência das ações. Um fator de fortalecimento de instabilidade é a aproximação do vencimento de exercício de opções, dia 15.
O cenário internacional também deixou as Bolsas domésticas mais soltas. Embora a Bolsa de Moscou tenha fechado com baixa de 0,22%, a decisão do governo russo de cortar o juro de curto prazo, de 150% para 60% ao ano, foi bem recebida pelos investidores. A Bolsa de Nova York também deu sua contribuição. Depois de um início de pregão hesitante, fechou com valorização de 0,76% sobre o fechamento anterior.

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