Se a economia brasileira crescesse em torno de 7% ao ano, o País teria condições de oferecer 1,6 milhão de novas oportunidades de emprego à sua população, o que seria suficiente apenas para atender o contingente de recém-formados desembarcados anualmente no mercado. Mas ela não cresce nesse ritmo há quase uma década e o mercado empregador ressente-se de outros entraves ao seu desenvolvimento, como a tributação extorsiva, que cresceu 9 pontos percentuais nos últimos 9 anos; a falta de recursos financeiros baratos, que incentivem os investimentos a taxa de juro brasileira é de 18% ao mês, uma das maiores do mundo; e a sobrecarga representada pelos encargos sociais, que praticamente dobram os custos das folhas de pagamento das empresas.
Nesse cenário desolador, a disputa pela primeira oportunidade de emprego torna-se ainda mais acirrada. Segundo o professor Afonso de Miranda Wosny, Supervisor Regional do Escritório do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em Londrina, ''dos mais de de mil alunos cadastrados na região Norte do Paraná, que abrange cerca de 110 municípios, 2.651 jovens estavam estagiando no último mês, sendo que 1.276 em Londrina''.
Mesmo que a porcentagem de colocação seja pequena, o professor faz uma leitura otimista do potencial econômico da cidade. ''Londrina tem condições de oferecer muito mais do que isso.''. E lembra que o estágio não equivale a um trabalho efetivo e sim à abertura de um espaço no mercado que propicie ao jovem a oportunidade de adquirir experiência.
Com baixa remuneração, o equivalente a um salário mínimo, em geral, o estágio configura-se como o avanço por uma brecha aberta em um mercado pouco receptivo. Assim, é bom saber que, em Londrina, de acordo com dados do CIEE/PR, as áreas que mais oferecem esse tipo de oportunidade aos jovens são administração, contábeis, educação física, informática, engenharia da computação, processamento de dados, eletrônica, pedagogia e secretariado executivo.

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