O mercado regional de caminhões cresceu mais do que o mercado nacional. Neste primeiro semestre, na região as vendas foram 30% maiores do que no mesmo período do ano passado, enquanto no restante do País, o crescimento foi 26% superior ao primeiro semestre de 2006. Atualmente, a indústria de caminhões vive um dos melhores momentos da história. A fila de espera para compra de alguns modelos pode chegar a seis meses. No primeiro trimestre do ano, somente a Volkswagen - líder nacional do mercado de caminhões - registrou um aumento de 40% na demanda.
''O transporte é uma demanda derivada. O aumento da procura por caminhões depende do desempenho da agricultura e da própria economia'', afirmou Carlos Monteverde, consultor de produto da Volkswagen. Segundo ele, geralmente a demanda por veículos pesados é diluída ao longo do ano mas, em 2007, a procura foi concentrada no primeiro trimestre. ''Tivemos um aumento de 40% na demanda dentro de um PIB (Produto Interno Bruto) de 3%. Não faltou só caminhão, faltaram pneus, vidro, aço'', comentou. A indústria trabalha com uma estimativa de redução na demanda mas, mesmo assim, projeta um crescimento de 15% neste ano.
Na região, a fila de espera por caminhões varia de 60 dias a 6 meses. Modelos mais comuns como truck e oito toneladas a espera é de dois meses; já modelos com dois eixos tracionados o período é mais longo: seis meses. Não há fila de espera por ônibus porque os clientes fazem compras programadas. ''Estamos em um bom momento, a economia da região está boa com a recuperação da agricultura. Mas os dois últimos anos (2005 e 2006) foram difíceis'', avaliou Fernando Prochet, diretor da concessionária Baden, revenda Volks de caminhões e ônibus, localizada em Cambé (13 km a oeste de Londrina).
A projeção é que neste ano as vendas aumentem 30% na região. A Volks detém um terço do mercado regional, atingindo a liderança no segmento entre 5 e 45 toneladas. Embora seja uma multinacional, a fabricação de caminhões e ônibus da Volkswagen ocorre só no Brasil. A indústria está instalada em Resende (RJ) há 25 anos. Há quatro anos, a empresa conseguiu a liderança nacional do mercado de caminhões, com participação média de 37% e 36%. A vice-liderança é da Mercedes-Benz. Já no segmento de ônibus o mercado é inverso. A Mercedes detém metade de todas as vendas, enquanto a participação da Volks é de cerca de 30%.
''Estamos trabalhando com uma estimativa de crescimento de 4% a 5% ao ano e a projeção é termos a liderança do mercado de ônibus em cinco anos'', salientou Carlos Monteverde. Ontem, o projeto Rota Volksbus levou a caravana para a concessionária Baden. A proposta é apresentar para clientes a nova linha de chassis de ônibus Volksbus 2007. Foram feitas alterações que garantem melhor consumo e desempenho para os modelos da indústria.
''As alterações foram feitas com base nos pedidos dos clientes, uma vez que os nossos dois modelos campeões de venda - 15190 (ônibus médio, de 82 lugares) e 17230 (ônibus pesados, de 105 lugares) eram similares aos da concorrência'', comentou Monteverde. A partir das alterações, em média, houve uma melhora de 15% no consumo e 30% no desempenho (força do veículo). Os números de consumo e desempenho não foram divulgados porque dependem do trajeto, da inclinação do terreno e da quantidade de paradas. Além disso, a programação dos motores é flexível, ou seja, o proprietário pode programar o motor de forma a apresentar melhor desempenho, por exemplo.

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