Brasília - As projeções do mercado financeiro com relação ao comportamento da economia este ano estão, cada vez mais, refletindo a falta de perspectivas mínimas quanto a uma melhora no cenário internacional. Instituições consultadas pelo Banco Central reduziram de 2% para 1,93% sua projeção média para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002.
A consulta, feita no final da semana passada, revela ainda que houve uma piora em relação a estimativa de inflação e ao fluxo de investimentos estrangeiros diretos para este ano.
A baixa atividade econômica registrada no País até agora acabou forçando o mercado financeiro a reduzir sua projeção média para o crescimento do PIB este ano. Até poucos dias atrás, o mercado vinha no mesmo compasso do governo, apostando que mesmo com o cenário mais retraído, ainda assim seria possível à economia brasileira crescer, pelo menos, 2% este ano.
Na sexta-feira, entretanto, o mercado acabou se entregando aos fatos, e reduziu para 1,93% sua estimativa de crescimento do PIB em 2002. Para o próximo ano, as instituições consultadas pelo BC mantiveram em 3,50% a estimativa de crescimento econômico.
Em relação ao dólar, apesar da moeda norte-americana estar sendo negociada desde a semana passada acima de R$ 3, o mercado financeiro ainda mantém a estimativa de que essa moeda fechará 2002 cotada a R$ 2,60. Para 2003, os agentes consultados pelo BC fizeram uma pequena elevação.A projeção agora é de uma cotação de R$ 2,70 por dólar ao final de 2003 ante R$ 2,69 projetado anteriormente.
Pela quinta semana consecutiva, o mercado elevou mais uma vez sua projeção para o comportamento da inflação este ano. As instituições consultadas estão projetando uma variação de 5,96% para o IPCA este ano. Na última pesquisa, a projeção era de 5,84%. Apesar dessa subida, o mercado reduziu de 4,38% para 4,35% sua estimativa média para o comportamento da inflação em 2003. Ficaram inalteradas as projeções para a taxa Selic este ano (17%) e para o próximo (15%).

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