Mercado reduz projeção de crescimento do PIB para 1,49%
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segunda-feira, 06 de maio de 2019
Kelly Oliveira Agência Brasil 
O mercado financeiro reduziu pela décima vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira para este ano. A estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 1,70% para 1,49%. Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estudos de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), em Brasília.
Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022. Já a estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), subiu de 4,01% para 4,04% neste ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.
A meta de inflação deste ano, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Nesta terça e quarta-feira (8), o Copom (Comitê de Política Monetária) reúne-se para definir a taxa Selic.
Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano. A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.
Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.
DÓLAR
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue em R$ 3,75 no fim de 2019 e foi ajustada de R$ 3,79 para R$ 3,80 no fim de 2020.


