Mercado reduz previsões para o PIB e Selic
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segunda-feira, 01 de setembro de 2003
Agência Estado 
Brasília - O mercado financeiro aumentou a cautela nas suas previsões de crescimento da economia neste ano. Após a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que houve queda de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, as instituições financeiras reduziram de 1,40% para 1,36% a estimativa média de crescimento econômico em 2003. Os dados constam da mais recente pesquisa semanal feita pelo BC, divulgada ontem.
Apesar da queda, o porcentual projetado ainda é mais otimista do que o 0,5% estimado por alguns agentes financeiros. Para 2004, a previsão de expansão econômica continuou nos 3% do levantamento anterior. A estimativa oficial - contida na proposta orçamentária do próximo ano, já encaminhada ao Congresso - é de 3,5%.
O mercado trabalha também com a hipótese de a taxa básica de juros, a Selic, chegar ao fim do ano de 2003 a 18,08% ao ano. A projeção traz embutida uma expectativa de corte de 3,92 pontos porcentuais até o fim do ano, sendo de 1,5 ponto porcentual a redução prevista já para setembro. Confirmada a previsão, a taxa do fim do ano seria a mais baixa desde setembro de 2002, quando os juros bateram em 18%, depois terem iniciado o ano em 19%. Com a crise do período eleitoral, o Comitê de Política Monetária (Copom) voltou a elevar os juros, que fecharam 2002 em 25% ao ano, atingindo 26,5% no período do novo governo.
A previsão de juros mais baixos, por sua vez, não impediu as instituições ouvidas na pesquisa de reduzir suas apostas em relação ao comportamento da inflação neste ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 9,63%, na pesquisa anterior, para 9,57%, ante os 10,02% previstos há quatro semanas. A meta oficial é de 8,50% em 2003.


