Brasília - Na véspera de mais uma reunião do Comitê de Poítica Monetária (Copom), o mercado financeiro reduziu a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos próximos 12 meses para um nível abaixo dos 6%, conforme a pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) entre bancos e empresas de consultoria. A estimativa foi revista dos 6,01% do levantamento anterior para 5,93%. Há quatro semanas, a expectativa era de 6,27%.
Apesar dessa redução, as instituições consultadas mantiveram a previsão de uma inflação de 6% em 2004, porcentual ainda superior a 5,5% do centro da meta definida pelo governo.
O mercado também diminuiu a projeção do IPCA para 2003, que passou de 9,57% para 9,40%. Segundo o BC, foi a primeira vez que a expectativa de inflação do corrente ano ficou em nível abaixo dos 9,50%. A estimativa de quatro semanas atrás era de 9,71%. A pesquisa registrou ainda uma diminuição da previsão de IPCA para novembro e dezembro, que caiu para 0,50% e 0,47%, respectivamente.
O otimismo em relação ao comportamento dos preços, no entanto, não chegou a contagiar a previsão do mercado para a taxa de juros no final deste ano.
No caminho inverso, a expectativa para a taxa Selic subiu de 17,32% para 17,34% ao ano. A previsão para o fim de novembro, por sua vez, permaneceu em 18% ao ano. Também se mantiveram estáveis as projeções para o câmbio no fim de 2003 (R$ 3 por dólar) e 2004 (R$ 3,25). A estimativa para o fim de novembro teve ligeiro aumento, de R$ 2,91 para R$ 2,92.
Outra boa notícia foi a alta da expectativa de crescimento econômico para 2004, que passou de 3,29% para 3,40%, ficando mais próxima dos 3,5% estimados pelo governo na proposta orçamentária do próximo ano já encaminhada ao Congresso Nacional. A previsão para 2003 subiu ligeiramente, de 0,66% para 0,68%. Aumentou também o valor esperado para o superávit da balança comercial deste ano (de US$ 23 bilhões para US$ 23,13 bilhões) e de 2004 (de US$ 17 bilhões para US$ 18 bilhões).

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