Mercado reduz pela 12ª vez projeção de PIB e já estima 1,24%
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Kelly Oliveira Agência Brasil 

O mercado financeiro continua a reduzir a estimativa de crescimento da economia para este ano, pela 12ª vez seguida. A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, caiu de 1,45% para 1,24% neste ano. Os números são do boletim Focus publicado nesta segunda-feira (20), pelo BC (Banco Central.
A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), subiu de 4,04% para 4,07 neste ano. A meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.
Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção passou de 7,50% para 7,25% ao ano. Para o fim de 2020, a previsão foi mantida em 8% ao ano e em 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50% ao ano.
A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
A manutenção da Selic neste ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.
Dólar
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,75 para R$ 3,80 no fim de 2019 e permanece em R$ 3,80 no fim de 2020. Na última sexta-feira (17), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,102, com alta de R$ 0,065 (+1,62%), chegando ao maior valor desde 19 de setembro (R$ 4,124).


