Mercado reduz novamente previsão para o PIB
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segunda-feira, 09 de junho de 2014
Das agências 
São Paulo - O mercado continua rebaixando sua expectativa para o crescimento da economia em 2014. O Boletim Focus divulgado ontem pelo Banco Central reduziu a previsão para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano para 1,44%. Na semana passada, o mercado previa alta de 1,5%, e na anterior, de 1,63%.
No caso do avanço da indústria, a projeção saiu de aumento de 1,24% para alta de apenas 0,96%. A indústria, em abril, sofreu retração de 0,3% sobre março e de 5,8% sobre abril de 2013, apontou, na semana, o IBGE. Os dados mostram que a indústria já iniciou o segundo trimestre do ano pior do que terminou o período de janeiro a março.
No ano, de janeiro a abril, a indústria acumulada queda de 1,2%. A queda da produção foi disseminada entre os segmentos do setor e o mau desempenho do mês levou alguns analistas a considerar que a atividade industrial corre risco de ficar negativa neste ano.
Para 2015, a previsão é de um crescimento econômico de 1,80%, em vez de 1,85%. A indústria deve ter ampliação de 2,25%, e não de 2,20%, aponta o Focus.
IGP-DI
A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2014 caiu de 6,73% para 6,24% na pesquisa Focus. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, recuou de 6,59% para 6,56%. Quatro semanas atrás, o mercado previa para 2014 altas de 7,25% para o IGP-DI e de 7,21% para o IGP-M. Para 2015, a projeção para o IGP-DI segue em 5,50% há 28 semanas. Para o IGP-M, continua em 5,50% há 21 semanas.
A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2014 caiu de 6,10% para 5,94%. Para 2015, a projeção segue em 5,00%. Um mês antes a expectativa era de 5,00%.
Os economistas mantiveram estável, em 5,00%, a previsão para os preços administrados (as tarifas públicas) para 2014. Para 2015, a projeção caiu de 6,60% para 6,50%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 5,00% e 6,03%.


