Depois de atingir quase R$ 2,00 ontem pela manhã, o dólar comercial recuou à tarde e encerrou no preço mínimo de venda, de R$ 1,988, queda de 0,15% sobre o fechamento de anteontem. A moeda abriu em alta e manteve-se pressionada durante boa parte da manhã, por conta da frustração com o adiamento da licitação das três concessões da banda C do Serviço Móvel Pessoal e pela preocupação com a recessão nos Estados Unidos. Mas o avanço do comercial até a máxima de R$ 1,997 (+0,30%) no fim da manhã estimulou exportadores a contratar ACC e a vender dólar, para realização de lucro.
Como não houve votações ontem no Congresso e a próxima sessão será só na terça-feira, o mercado avalia que o dólar poderá encontrar espaço para recuar, ainda que momentaneamente, na segunda-feira. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o contrato cambial que vence em 1º de março chegou a projetar taxa acima de R$ 2,00, mas a cotação futura projetada cedeu no fechamento dos negócios, para R$ 1,9990, com alta de 0,08%. O contrato que vence em 1º de abril indica avanço de 0,21%, para R$ 2,0139. O giro financeiro com contratos cambiais somou R$ 9,77 bilhões (97.568 contratos negociados).
Também a Bovespa reduziu a ansiedade. O índice da carteira teórica paulista fechou em baixa de 0,73%, mas com volume financeiro mais fraco, de R$ 569 milhões. A bolsa doméstica até que se sustentou bem, tendo em vista a acentuada queda da Nasdaq durante boa parte do pregão vespertino. Às 18 horas, a bolsa eletrônica americana recuava 3,40% e o índice Dow Jones caía 0,95%. Já o Ibovespa futuro para fevereiro subiu 0,12%, para 17.100, o que é um sinal promissor. A ausência dos jogos de cena em Brasília contribuiu para o arrefecimento dos ânimos. (Márcia Pinheiro, Marisa Castellani e Silvana Rocha)

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