Os esclarecimentos ao Senado do ministro das Comunicações, Luís Carlos Mendonça de Barros, não se traduziram no turning point que o mercado esperava. Apesar de a avaliação geral ser que o ministro se saiu bem, sobretudo ante o tiroteio do PMDB e do PT, operadores ficaram com a certeza de que ainda haverá desdobramentos políticos.
Neste ambiente ainda delicado, o mercado optou por realizar lucros. O Ibovespa fechou em baixa de 2,68%, com volume de R$ 609 milhões. No Rio, o IBV caiu 1,48% e, na BM&F, o índice futuro cedeu 2,18%. Às 18 horas, o índice Dow Jones operava em alta de 13 pontos.
As vendas, de acordo com executivos, não foram temperadas pelo desespero ou pelo pânico. Foram consideradas normais, tendo em vista a valorização acumulada de 14% do Ibovespa nos quatro últimos pregões. Mas, indubitavelmente, tiveram como motivação o temor de que a imprensa venha ‘‘pesada’’ hoje e no fim de semana. De outro lado, estas vendas foram um movimento que não contaminaram o mercado de bradies brasileiros. As 18 horas, o C-bond exibia boa valorização de 1,62%, para 65,500 centavos de dólar, enquanto o IDU subia 0,93%, para 94,500 centavos de dólar.

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