A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a subir fortemente ontem, fechando com valorização de 7,78%. O mercado doméstico reagiu positivamente ao discurso do presidente Bill Clinton (leia nesta página). As declarações de Clinton vieram em boa hora, porque, no encontro do G-7 realizado ontem em Londres, a situação dos países latino-americanos não foi discutida.
O discurso do presidente norte-americano foi responsável pela forte alta da Bovespa na parte da tarde. O mercado paulista, que novamente apresentou forte oscilação durante o dia, chegou a subir 8,26%. Pela manhã, o Índice Bovespa (IBovespa) caiu 2,28%. Com a alta de ontem, a Bovespa passou a acumular queda de 42,94% no ano. A perda no mês soma 10,11%. Ontem, a Bolsa do Rio subiu 8,39%. A Bolsa de Nova York voltou a subir (alta de 1,9%).
O resultado do leilão do Bemge também agradou ao mercado. Itaú e Bradesco travaram uma dura disputa. Segundo operadores, o sucesso do leilão indica que, mesmo num momento de forte turbulência, os dois principais bancos privados do País dispõem-se a fazer consideráveis investimentos de longo prazo.
Ainda que o mercado tenha apurado forte valorização, os analistas lembram que a situação está longe de estar resolvida. O saldo das operações com dólar mais uma vez ficou negativo, embora em volume inferior ao de sexta-feira. Dados parciais sobre o fluxo cambial obtidos no mercado financeiro indicavam um saldo negativo de US$ 300 milhões no mercado de dólar comercial e de US$ 450 milhões no flutuante. Na sexta-feira, os dois mercados fecharam com um fluxo negativo de US$ 1,7 bilhão, com as operações com dólar comercial (US$ 948 milhões) superando as do flutuante (US$ 745 milhões).

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