Mercado reage com otimismo às novas metas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de março de 1999
Agência Estado 
O mercado financeiro reagiu com otimismo às metas do acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgadas ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 3,38%. Os títulos da dívida externa brasileira tiveram alta em suas cotações, com o C-bond, o mais negociado, passando de 58,125% do valor de face na sexta-feira para 58,75% ontem.
O mercado de câmbio já estava fechado quando os termos do acordo vieram a público. Mas houve negócios de volume pequeno, em torno de US$ 1 milhão, com o dólar comercial a R$ 1,95 após o fechamento, contra a cotação de R$ 1,985 no final dos negócios na sexta-feira. A valorização do real foi de 1,79%. Na média ponderada do Banco Central, o dólar fechou a R$ 1,9708,
com valorização do real de 1,15%.
Os investidores aprovaram divulgação dos limites a serem gastos por mês pelo Banco Central na defesa do real no mercado de câmbio. O total até junho, de US$ 8 bilhões, foi considerado suficiente para conter a valorização do dólar. O otimismo foi tão grande que o mercado foi tomado por rumores de que o governo federal brasileiro prepara a emissão de novo título da dívida no mercado externo.
Se o câmbio acalmar, o Brasil resolve o seu principal problema, diz Carlos Eduardo Uchôa, da Liberal Asset Management. João Medeiros, da Pioneer Corretora de Câmbio, concorda que os números divulgados ajudam a eliminar a pressão. Os investidores consideraram pouco provável, porém, que o país consiga superávit comercial de US$ 11 bilhões em 99.


