Mercado reage com alívio; FMI ainda faz restrições
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Os players domésticos voltaram do carnaval de ressaca e em ritmo lento de negócios. A estréia relativamente tranquila do câmbio flutuante na Argentina encorajou as tesourarias de bancos a vender dólares comprados na semana passada por precaução, devido ao feriadão aqui e às incertezas com a reabertura na última segunda-feira do mercado cambial argentino, que estava fechado desde o dia 1º de fevereiro.
Como o câmbio na Argentina está bem comportado, contrariando as previsões de que poderia haver um overshooting do dólar num primeiro momento, houve espaço para o recuo da moeda americana internamente, afirmaram operadores ouvidos ontem pela AE.
No fechamento do mercado à vista, o dólar comercial persistiu em queda pelo segundo dia útil consecutivo: despencou 1,99%, cotado a R$ 2,4110 - menor preço desde o dia 1º deste mês. Durante o dia, a moeda oscilou 1,66%, entre a mínima de R$ 2,41 (-2,03%) e a máxima de R$ 2,45 (-0,41%). O giro financeiro no D+2 à vista manteve-se baixo, em US$ 573,9 milhões, ante US$ 565,3 milhões na sexta-feira passada.
Para o FMI,a Argentina ainda não delineou um plano adequado para retirar a economia da atual recessão. A afirmação é do diretor de Relações Externas do Fundo, Thomas Dawson. A Argentina está claramente em situação difícil, disse Dawson. Sua história de envolvimento com o Fundo é bastante longa, o que oferece ânimo para que (o trabalho) seja feito e não necessariamente com rapidez. Dawson reafirmou ontem que o FMI emitirá nota sobre as negociações mantidas com o país, embora nenhum anúncio dramático deva ser realizado.


