Nova York Os investidores estão reagindo com otimismo exagerado em relação às declarações do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e da Previdência, Ricardo Berzoini, sobre a prioridade na aprovação da reforma da Previdência Social. A opinião é do analista sênior da empresa de análise de risco político global Eurasia Group, Vitali Meschoulam. ''O mercado está reagindo como em todo o ano passado: exagerando nas notícias negativas e também positivas'', afirmou Meschoulam.
De fato, opinou o analista, o anúncio por parte de Palocci e Berzoini que prometeram um cronograma para a reforma, prevendo a aprovação ainda neste ano foi positivo porque indica ao mercado que o governo Lula está consciente do que terá de fazer para colocar a economia de volta aos trilhos, além de indicar que o governo se dirige mais para o centro. No entanto, Meschoulam acredita que a probabilidade de aprovação da reforma da Previdência pública ainda neste ano é pequena. ''Eu diria que a probabilidade é de 40% de aprovação neste ano na melhor das hipóteses'', ressaltou o analista do Eurasia Group. ''Uma coisa é fazer promessas e anunciar medidas como prioridade, outra coisa é implementá-las'', disse.
''O PT foi inteligente ao lançar tal prioridade já no início de governo, mas se não administrar bem essas expectativas geradas, o mercado vai se cansar. Talvez no final de fevereiro ou início de março, se não tiver acontecido avanço nas discussões e no cronograma da reforma da Previdência no Congresso, então a reação do mercado será bastante negativa.''

mockup