Brasília- As instituições financeiras, ouvidas em pesquisa semanal do Banco Central (BC), ajustaram as previsões de taxa de juros para o final deste ano de 14% para 13,85% ao ano. A nova projeção acabou por provocar uma elevação da expectativa de corte da taxa básica de juros ao longo de 2004 de 2,5 para 2,65 pontos porcentuais.
Para o primeiro mês do ano, os bancos optaram por manter a previsão de queda de apenas 0,5 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) dos dias 20 e 21, com a taxa, em consequência, caindo de 16,50% para 16% ao ano.
O aumento do otimismo em relação à trajetória dos juros em 2004 não chegou a afetar o ânimo do mercado em suas estimativas de inflação para o ano. As previsões do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2004 foram mantidas em 6% pela segunda semana consecutiva, enquanto as estimativas de IPCA em 12 meses à frente tiveram uma alta de 0,01 ponto porcentual, de 5,90% para 5,91%.
A inflação de janeiro prevista pelo mercado foi mantida em 0,60%, nível mais alto que o 0,45% estimado para o mês de dezembro de 2003. As projeções de IPCA fechado no ano passado subiram, ao mesmo tempo, de 9,20% para 9,22%.
A queda nas previsões de juros, em contrapartida, não foi suficiente para levar o mercado a aumentar as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2004. A mediana das expectativas colhidas pelo BC continuou concentrada em torno de 3,55%, um porcentual próximo ao estimado no Relatório de Inflação divulgado na semana passada.
As estimativas de dívida líquida do setor público também não se alteraram e continuaram nos mesmos 56% do PIB previstos na pesquisa divulgada na semana passada. O porcentual, apesar da estabilidade, é menor do que os 57,55% do PIB previstos para o fechamento de 2003.

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