Mercado prevê retração maior do PIB em 2016
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terça-feira, 01 de novembro de 2016
Fabrício de Castro<br>Agência Estado 
O Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, voltou a trazer mudanças, para pior, nas projeções de atividade no País. Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,22% para queda de 3,30%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,14%.
Há duas semanas, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) recuou 0,91% em agosto ante julho. O indicador também atingiu o menor nível desde dezembro de 2009, num claro sinal de dificuldades para a retomada da atividade no Brasil. Na ata do último encontro do Conselho de Política Monetária (Copom), os diretores do BC confirmaram, ao abordar a questão do crescimento, que "os indicadores de agosto situaram-se abaixo do esperado", mas ponderaram que oscilações tendem a ocorrer em momentos de estabilização da economia.
Para 2017, o Focus mostra que a percepção também piorou levemente. O mercado prevê para o País um crescimento de 1,21% no próximo ano, abaixo do 1,23% projetado uma semana e um mês antes.
Inflação
O relatório também mostra que a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - o indicador oficial de inflação - este ano passou de 6,89% para 6,88%. Há um mês, estava em 7,23%. Já o índice para o ano que vem permaneceu em 5,00%. Há quatro semanas, apontava 5,07%.
Na ata, que justificou a decisão do Copom de reduzir a taxa básica da economia, a Selic, de 14,25% para 14,00% ao ano, o colegiado do BC afirmou que cortes maiores dependerão da retomada da desinflação de serviços e de avanços no ajuste fiscal. A inflação de alimentos, que em documentos anteriores era citada pelo BC, deixou de ser um dos principais problemas para o afrouxamento monetário. A instituição também confirmou na ata suas projeções para a inflação nos próximos anos, pelo cenário de referência: 7,0% em 2016, 4,3% em 2017 e 3,9% em 2018.
Câmbio
O relatório mostrou manutenção nas estimativas para o câmbio este ano. O documento indicou que a cotação da moeda estará em R$ 3,20 no encerramento de 2016, mesmo patamar de uma semana antes. Há um mês, estava em R$ 3,25. O câmbio médio de 2016 seguiu em R$ 3,43, ante R$ 3,44 de um mês antes. Para o fim de 2017, a mediana para o câmbio seguiu em R$ 3,40 de uma divulgação para a outra, igual ao patamar de um mês antes. Já o câmbio médio de 2017 passou de R$ 3,34 para R$ 3,33 - estava em R$ 3,36 um mês atrás.


