Mercado prevê redução da Selic com IPCA-15 em queda
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Folhapress 
Uma eventual redução da taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, em outubro, se tornou mais provável, na visão de analistas. Essa expectativa aumentou depois que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) desacelerou em setembro mais do que o esperado pelo mercado.
O resultado do IPCA-15 repercute no mercado de juros futuros, que operou em baixa ontem, influenciado ainda pela manutenção dos juros nos EUA na última quarta-feira e pela queda do dólar ante o real. A prévia da inflação oficial brasileira, divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou alta de 0,23% neste mês, depois de subir 0,45% em agosto. A mediana das estimativas de economistas consultados pela Bloomberg era de uma alta de 0,33%.
"Com o Fomc [Comitê Federal de Mercado Aberto do BC dos EUA] não subindo juros e a expectativa de inflação para os próximos períodos mais benigna (...), um corte na Selic em outubro se mostra mais provável, desde que sinais de redução da incerteza sobre ajustes na área fiscal sejam materializados", escrevem economistas José Francisco de Lima Gonçalves e Julia Araújo, do Banco Fator. "Neste caso, o ciclo de queda da Selic pode começar no ritmo de 0,50 ponto percentual."
Além da reunião de outubro, o Copom tem mais um encontro neste ano, em novembro. Até então, analistas esperavam que um corte da Selic ocorresse somente na última reunião de 2016. A taxa está atualmente em 14,25% ao ano.
Os analistas citam ainda a manutenção da menor pressão dos alimentos no IPCA e o efeito positivo do câmbio como outros fatores que podem levar à redução da Selic em outubro.
COMBUSTÍVEIS
José Faria Júnior, diretor-técnico da Wagner Investimentos, também afirma que a probabilidade de corte da Selic em outubro aumentou fortemente com o resultado do IPCA-15 de setembro. "A notícia de que a Petrobras poderia reduzir o preço dos combustíveis ajuda", escreve, em relatório.
Sobre um possível corte no preço dos combustíveis, entretanto, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou na última quarta-feira que a companhia não tomou qualquer decisão com relação a mudanças nos preços dos combustíveis.


