Apesar da sensível melhora nos últimos dias, o cenário externo deve levar o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) a adotar uma posição cautelosa em relação aos juros na decisão que será anunciada hoje, no segundo dia da reunião do Copom, iniciada ontem.
Se esta visão majoritária do mercado prevalecer, o Copom manterá a taxa básica em 16,5% ao ano, segundo a visão majoritária do mercado. ‘‘No cenário interno não há sequer um sinal de pressão inflacionária à vista. Mas o cenário externo ainda tem três ou quatro frentes sobre as quais restam incertezas, apesar dos sinais recentes de melhora’’, avalia o economista-chefe do banco Interamerica Express, Marcelo Allain.
Bolsa As notícias vindas da Argentina animaram os negócios ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) . O Ibovespa fechou em alta de 1,95%, com volume financeiro de R$ 747,392 milhões. As ações preferenciais da Cesp Paraná registraram a maior alta do pregão. A expectativa com o leilão da empresa, marcado para o dia 6 de dezembro, aumentou depois do grande ágio pago pelo Banespa. A alta das ações foi de 10,3%.
O dólar abriu em forte queda ontem ainda com a expectativa em relação à entrada de recursos no País devido à compra do Banespa pelo Santander. Mas o Banco Central interveio no final da manhã, ao realizar um leilão de compra da moeda, e o dólar terminou o dia praticamente estável, cotado a R$ 1,920 (venda).
A moeda norte-americana chegou a ser comercializada a R$ 1,893, baixa de 1,30% em relação ao fechamento de ontem, pouco antes da intervenção do Banco Central. O dólar não operava neste patamar, abaixo de R$ 1,900, desde o dia 23 de outubro.

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