Mercado prevê maior queda do PIB desde 1990
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segunda-feira, 02 de março de 2015
Célia Froufe <br>Agência Estado 
Brasília - Azedou ainda mais a percepção, já negativa, de economistas do setor privado sobre a economia neste ano. A perspectiva é de uma inflação ainda mais alta do que a esperada anteriormente, puxada por uma nova rodada de elevação das projeções para os preços administrados e monitorados pelo governo. Com isso, a taxa básica de juros (Selic) deve subir para 13% ao ano no próximo mês e permanecer neste nível até o fim de 2015.
O boletim Focus do Banco Central mostra, ainda, que não se pode esperar um alento na expansão da economia. A expectativa de retração do PIB passou de 0,50% para 0,58% em uma semana, o que seria a pior recessão dos últimos 25 anos no País. O setor manufatureiro é o principal motivo para a mudança, já que a previsão de que haveria uma contração de 0,35% do setor foi ampliada para 0,72%.
No lado positivo, as estimativas para a inflação de médio e longo prazo estão recuando, segundo o Focus, apesar de ainda seguirem distantes do centro da meta da inflação deste e do próximo ano, de 4,5%. Ainda assim, o índice oficial (IPCA) deve encerrar o ano em 7,47%, praticamente um ponto porcentual acima do teto de 6,5% para o período. O grupo dos economistas que mais acertam as expectativas, denominado Top 5, vê a taxa em 7,51% no acumulado de 2015.


