Mercado prevê falta de sementes
A expectativa de aumento de área, diante da possibilidade de bons preços, também aponta o risco da falta de sementes, como ocorreu no ano passado - porque na safra anterior (ano 2000) a produção de sementes foi prejudica pelas geadas.
Com relação ao trigo importado, além da baixa oferta, há um complicador a mais que é a qualidade. Este ano, o nosso trigo é melhor que o importado. O trigo argentino recebeu chuva durante a colheita perdendo qualidade. Essa matéria-prima precisa ser misturada aos grãos brasileiro, do Canadá ou dos Estados Unidos, segundo o empresário do setor de sementes, Huguiyoski Sugeta.
Em termos de produtividade estamos ao redor de 2.000 kg/ha na média geral e cerca de 2.500 kg/ha no Norte do Paraná. Mas, produtores que usam bem a tecnologia, a partir de boas sementes, chegam a 3.000 kg/ha. Em Cambé há lavouras que colhem 3.300 kg/ha. O Paraná tem o melhor sistema de produção de sementes de trigo, conforme reconhece o Ministério da Agricultura.
Segundo a pesquisa, altas produtividades também ocorrem na região de Ponta Grossa, com máximas de 3.100 kg/ha. Na região de Cornélio Procópio são frequentes produtividades acima de 2.600 kg/ha.
Tanto Sugeta como Campos reconhecem que nos útlimos anos houve progresso nas variedades de trigo que reúnem boas características de produção, adequadas para as condições do Pararná, e atributos que correspondem à expectativa da indústria.
Com esses níveis de produtividade, a rentabilidade do agricultor pode aumentar, principalmente se houver um pacto entre governo e indústrias no sentido de estimular a produção. Para Sugeta, os preços de mercado este ano tendem a ficar entre R$ 16,50 e R$ 17,00/saca. Os técnicos consideram que esses preços são remuneradores.





