Mercado prevê crescimento menor
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de agosto de 2001
Agência Folha<BR>De Brasília 
A elevação das taxas de juros e racionamento de energia, que resultou em uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,99% no segundo trimestre deste ano, já refletiu nas expectativas do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano.
Os bancos e empresas de consultoria ouvidos pelo Banco Central na semana passada, por meio de pesquisa realizada pela Focus, projetaram o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,85% para este ano. Até a semana anterior, a expectativa era que o PIB crescesse 2,2% este ano.
A projeção oficial do BC para o crescimento do PIB em 2001 continua sendo de 2,8%, conforme consta no último relatório de inflação, que foi divulgado em junho deste ano. Membros da equipe econômica já admitiram, entretanto, que este número será revisado para baixo.
No ano passado, foi verificado um crescimento de 4,46% no PIB em relação ao ano anterior, e no primeiro semestre deste ano, foi de 2,49% em relação a igual período de 2000.
A mesma pesquisa registrou um aumento da projeção para a taxa básica de juros da economia (Selic), de 18,25% para 18,5% ao ano. Para o final de 2002, as instituições passaram a projetar na última semana taxa de 16% ao ano, contra 15,5% na semana anterior.
As instituições financeiras também elevaram marginalmente a projeção média para a taxa de câmbio de R$ 2,4 para R$ 2,41 por dólar no final deste ano. Para o fim de 2002, a expectativa do mercado foi passou de R$ 2,53 para R$ 2,55 por dólar. Também foi registrado um aumento na estimativa do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano.
As instituições financeiras projetaram um IPCA de 6,32% na última semana, contra a estimativa de 6,3% da semana anterior. Com relação à expectativa para 2002, o mercado manteve a previsão de 4,5%.
O IPCA é o índice utilizado pelo governo no sistema de metas de inflação. O objetivo central para este ano é de 4%, mas a meta conta com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. O teto para este ano é 6%.


