Salvador - O diretor-executivo da OIC, Nestor Osório, disse que apesar da valorização nas cotações nos últimos meses, o mercado futuro segue descolado do mercado físico, por conta das especulações dos investidores. Ele acredita que os fundos de investimento norte-americanos tenham decidido pela migração dos recursos para aplicação em contratos futuros de petróleo, que têm alcançado níveis recorde. ''Os operadores de mercado ainda não avaliaram os níveis críticos de estoques não apenas no Brasil, como também em outros países produtores como a Colômbia, Vietnã, México, Indonésia e Índia'', revelou.
Ele avaliou que uma reação do mercado poderá ocorrer entre a primeira e segunda semanas de dezembro, quando a Conab divulgar a última estimativa de produção da safra 2005/2006. ''Não há dúvida de que o Brasil é um país determinante, pelo que resta dos estoques mundiais, e a partir do momento em que tivermos clareza sobre o real volume da safra brasileira o mercado poderá apresentar uma certa firmeza'', concluiu.
A 2 Conferência Mundial de Café teve a participação de 1,1 mil inscritos, dos quais 486 estrangeiros de 65 países. Esta semana, até o dia 30 de setembro, delegados da OIC continuarão reunidos na capital baiana para discutir as principais conclusões do evento. (R.B./AE)

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