Quem não tem um plano de assistência médica por causa do preço elevado conta com algumas opções, a um custo baixo, para fazer consultas, exames e, em algumas situações, até mesmo internações, sem necessidade de cumprir carências. Uma opção, por exemplo, são os planos de saúde que funcionam de forma semelhante a um cartão de crédito. Nesse sistema, em vez de mensalidades, o associado paga uma anuidade e tem novos desembolsos apenas quando utiliza os serviços (consultas, exames ou internações) da rede credenciada. Todas as despesas são pagas diretamente ao médico, laboratório ou hospital. Daí por que o sistema não exige carências.
Geralmente, nas empresas que oferecem esse tipo de plano o preço da consulta é idêntico em todos os consultórios e bastante inferior - pelo menos a metade - ao valor médio cobrado no mercado por consultas particulares. Quanto aos exames e internações, os valores costumam seguir os preços constantes na tabela da Associação Médica Brasileira (AMB), os quais também ficam abaixo da média cobrada no mercado.
A tendência nesse sistema é de desembolsos menores que em um convênio médico tradicional, mas isso vale apenas enquanto houver necessidade de consultas e exames menos complexos. Na hipótese de precisar fazer um exame mais sofisticado ou uma cirurgia ou internar-se por um período prolongado, o associado corre o risco de não poder arcar com os custos e, portanto, não realizar o tratamento. Outra possível dificuldade que pode surgir é quando laboratórios ou hospitais credenciados não tiverem capacidade de dar atendimento a determinado problema, por falta de equipamento.
Por conta desses riscos, é importante que o interessado nesse tipo de plano avalie os prós e contras antes de tomar uma decisão. Além de pedir indicações de parentes e amigos que utilizam planos nesse sistema, é fundamental checar com algum médico se os hospitais e laboratórios credenciados são de confiança.
Outra opção para quem não pode pagar um plano de saúde tradicional é o Sistema de Atendimento Simplificado (SAS), criado por um grupo de médicos do bairro da Pompéia, zona oeste de São Paulo. Nesse caso, não há mensalidades nem anuidades e só há desembolsos quando os serviços são utilizados. Para consultas, o valor, atualmente, é de R$ 30,00; para exames, o preço segue as indicações da tabela da AMB. Para usar os serviços do SAS, basta que o interessado se cadastre, sem nenhuma despesa.
Segundo o dentista Cássio de Melo, um dos fundadores do SAS, a idéia de montar o sistema surgiu como forma de resgatar a figura do médico da família. ‘‘Geralmente, as pessoas mudam de médico quando trocam de convênio, o que dificulta a continuidade de um tratamento’’, diz. Para tanto, conta, em meados do ano passado, ele e mais seis médicos amigos decidiram oferecer seus serviços por preços mais em conta. A partir daí, a idéia começou a ganhar força, e outros médicos e vários laboratórios do bairro também passaram a integrar o sistema. Atualmente, o SAS conta com 31 médicos e os laboratórios que atendem pelo sistema estão aptos a realizar qualquer tipo de exame.

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