Mercado não se convence com nova ajuda
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quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>e São Paulo 
O dólar comercial prosseguiu ontem o movimento de queda iniciado anteontem para fechar vendido a R$ 2,4670, em baixa de 0,08%. Segundo profissionais das mesas de operação, a fraca volatilidade de 0,61% da moeda norte-americana no dia refletiu em boa medida uma divisão equilibrada de apostas no mercado sobre eventual liberação de novo socorro financeiro à Argentina pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Integrantes da equipe econômica argentina, liderados pelo vice-ministro de Economia, Daniel Marx, reúnem-se hoje com representantes do FMI em Washington para negociar um pacote de ajuda, que poderá girar entre US$ 6 bilhões e US$ 9 bilhões e deve ser anunciado no início da próxima semana.
No Brasil, onde a maioria dos investidores continua hedgeada em dólar, os operadores de bancos e corretoras afirmaram que 50% do mercado está apostando que o FMI poderá autorizar novo repasse de recursos à Argentina e 50% não acredita nessa possibilidade.
A ala otimista, porém, avalia que, ainda que novos recursos venham ser liberados pelo fundo à Argentina, a ajuda tende a ser paliativa e apenas poderá adiar a saída para o problema crucial do país, que é a manutenção da paridade entre o peso e o dólar. Mesmo assim, os operadores avaliam que, se a ajuda vier, o dólar poderá recuar no Brasil no primeiro momento até R$ 2,45 ou, no máximo, R$ 2,40.
Entre os profissionais que não contam com um reforço financeiro adicional para o país vizinho, a expectativa é de que, se a resposta do fundo for negativa, o mercado doméstico poderá estressar de novo e o dólar, voltar a subir até R$ 2,60 na próxima semana.
No mercado à vista, o dólar comercial oscilou entre a mínima de R$ 2,46 (-0,37%) e a máxima de R$ 2,4750 (+0,24%).
A notícia de que o secretário de Finanças argentino, Daniel Marx, vai a Washington negociar mais uma ajuda junto ao FMI foi uma boa notícia para o mercado de ações. Mas não foi suficiente para causar qualquer tipo de entusiasmo.
A máxima do Índice Bovespa ontem foi uma ligeira alta de 0,07%. No encerramento dos negócios, a bolsa paulista registrava baixa de 0,61%.(Silvana Rocha, Marisa Castellani e Mario Rocha)


