Mercado não espera muitas oscilações no 2º semestre
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sábado, 22 de abril de 2006
Renée Pereira<br> Agência Estado 
São Paulo - O mercado financeiro prevê um cenário tranquilo durante as eleições presidenciais no segundo semestre. De acordo com economistas, as condições são bem diferentes da última disputa, em 2002, quando o risco país bateu 2.443 pontos e o dólar, R$ 3,99. Nada comparado aos números de hoje, com risco em 226 pontos e a moeda americana cotada em R$ 2,112 - um retrato da melhora dos fundamentos econômicos do País e do bom humor do cenário internacional, com ampla liquidez, explicam os analistas.
O quadro tranquilo, no entanto, não afasta volatilidades momentâneas, sejam por questões externas ou pelo processo eleitoral. ''O mercado tem suas preferências e vai oscilar conforme o resultado das pesquisas. Mas a situação agora é muito mais confortável do que em 2002'', afirma o economista-chefe da Gap Asset Management, Alexandre Maia.
Naquela época, lembra ele, havia toda uma especulação em torno de rupturas nas ''linhas mestras da política econômica'' e de calote na dívida externa, o que causou grande nervosismo entre os investidores. As propostas de mudanças não partiam apenas do atual presidente Lula, mas também de outros candidatos.


