Mercado mundial volta a elevar preço do trigo
Com a divulgação, na última quinta-feira, dos dados sobre a safra norte-americana de trigo - a menor nos últimos 23 anos calculada em 36,5 milhões de toneladas pelo Departamento Americano dos Estados Unidos (USDA) -, o mercado internacional continua tendo reação positiva. Ontem, contratos para julho fecharam a 278,50 centavos de dólar o bushel (US$ 102,33 a tonelada), uma variação de 2,6% em relação ao fechamento de sexta-feira (271,25 centavos de dólar).
Há muito tempo não tínhamos condições tão favoráveis para a comercialização do produto, principalmente devido à alta do dólar que influencia o nosso preço interno, já que importamos quase 80% da demanda nacional, informou o presidentes da Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), Roland Guth.
No Paraná, maior produtor nacional de trigo, 50% da safra já está plantada, com grandes áreas a serem cultivadas em Francisco Beltrão, Pato Branco e Guarapuava. Na região Norte, que inicia a semeadura mais cedo, as condições climáticas ainda estão sendo consideradas ideais para o plantio. A umidade do solo está excelente para a adubação nitrogenada, e devemos ter uma safra de grande qualidade, recuperando as perdas do ano anterior, disse o pesquisador da Embrapa na área de melhoramento de trigo, Dionisio Brunetta.
No ano passado, por causa da geada, os produtores paranaenses tiveram a maior quebra de safra dos últimos dez anos, que destruiu praticamente um milhão de toneladas de trigo, causando a redução dos estoques de sementes. Este ano, produtores tiveram que comprar mais sementes de trigo do Rio Grande do Sul; as cultivares mais comercializadas foram: BRS 49, 120 e Rubi.
A estimativa da safra paranaense é de 1,670 milhão de toneladas, em uma área de 763 mil hectares. Em 2000, a indústria brasileira de moagem de trigo consumiu 9,3 milhões de toneladas a expectativa, segundo a Abitrigo, é que haja a repetição da demanda.
No Paraná, o preço mínimo do trigo é de R$ 13,50/saca, ou R$ 225,00/t, com custo operacional de R$ 16,45/saca e variável de R$ 12,07/saca, segundo avaliação do Deral, que este ano sugeriu ao Ministério da Agricultura preço mínimo de R$ 18,17/saca.





