MERCADO MOVELEIRO - Em 2012, classe C vai investir R$ 21,7 bi para mobiliar casa
Protagonista do boom da construção civil que aconteceu no País nos últimos anos, a classe C busca agora mobiliar a casa. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular, a nova classe média brasileira deve gastar com a compra de móveis por volta de R$ 21,7 bilhões em 2012, crescimento de 11,9% em relação ao ano passado. Graças a esta movimentação, o consumo neste setor deve saltar de R$ 41,5 bilhões para R$ 44 bilhões aumento de 5,5%. Já os consumidores de alta renda devem comprar 2,1% a menos do que o ano anterior: cerca de 13,8 bilhões. Entre os consumidores de baixa renda, os gastos também subiram, mais timidamente, de R$ 8,2 bilhões para R$ 8,5 bilhões (3,7%).
O levantamento também apontou que a região Sul foi responsável por 18,9% dos gastos de 2011, ficando atrás do Sudeste (46,7%) e Nordeste (20,9%). O Centro-Oeste e o Norte constribuíram com 7,7% e 5,8%, respectivamente. Entretanto, é nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul que a média domiciliar de gastos com compra de móveis é mais elevada, por volta de R$ 1.031, bem acima da média nacional, que fechou em R$ 851.
Com cerca de 90% das indústrias voltadas para a classe C, o polo moveleiro de Arapongas, que conta com 841 empresas, espera que este ano feche com um faturamento de pelo menos 7% acima do que o de 2011. Segundo dados do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), o histórico de faturamento está em ascensão desde 2001, chegando no ano passado a R$ 1,35 bilhões.
● A classe C brasileira já é mais rica do que cerca de 60% da população mundial. A cada R$ 100 gastos com móveis no País, mais de R$ 60 são oriundos das classes C e D
● Em 10 anos, os brasileiros aumentaram o valor com a aquisição de móveis em 56,8%, saltando de R$ 26,6 bilhões para R$ 41,7 bilhões
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