Brasília - Às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que vai fixar a taxa básica de juros (Selic) para os próximos 30 dias, o mercado financeiro mostra-se ligeiramente mais otimista a respeito do comportamento da inflação. Entre as 100 instituições consultadas semanalmente pelo Banco Central, a projeção predominante para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2003 caiu mais uma vez, passando de 12,28%, na semana passada, para 12,19%.
A previsão é menor que os 12,44% de quatro semanas atrás, mas ainda é bem superior aos 8,5% de meta fixada pelo governo para este ano, cujo cumprimento orienta as decisões do Copom. A convergência do índice para a meta oficial, de acordo com as expectativas do mercado, ocorreria num prazo mais longo. A previsão do IPCA para os próximos 12 meses (até maio de 2004), por exemplo, foi reduzida de 8,80% para 8,30%. A estimativa do mercado para o IPCA para 2004, por sua vez, caiu de 7,80% para 7,60%.
Há quatro semanas, a estimativa de IPCA para 12 meses estava em 9,06% e a de 2004, em 8%. Diminuiu também a projeção das instituições para o IPCA de maio (de 0,50% para 0,45%). A estimativa para junho manteve-se em 0,60%. Apesar de melhorar sua perspectiva para a inflação, o mercado não mudou a previsão para a taxa Selic no fim deste ano (22% ao ano). Mas houve ligeira melhora na expectativa da Selic para o fim de 2004, que caiu de 17,25% para 17% ao ano.
Na mesma pesquisa, o mercado reajustou sua expectativa para a taxa média de câmbio deste ano (de R$ 3,30 para R$ 3,27 por dólar) e de 2004 (de R$ 3,47 para R$ 3,45). Mas não mudou a previsão para a taxa do fim de 2003 (R$ 3,30) e do fim de 2004 (R$ 3,50).
Estável também ficou a previsão de superávit da balança comercial deste ano (US$ 16 bilhões). O mercado manteve em US$ 12 bilhões a estimativa de ingresso de investimentos estrangeiros diretos em 2003, e elevou ligeiramente, de US$ 14,45 bilhões para US$ 14,50 bilhões, a projeção para 2004.

mockup