Os telefones celulares vão responder, até o final do ano, por R$ 180 milhões gastos com jogos, ou 9% do mercado, o que atrai as atenções das produtoras. Para a Calibre, produtora de Londrina que lançou, recentemente, um jogo para celular com a mesma distribuidora do famoso Angry Birds, a Chilingo, o mercado mobile é bem mais vantajoso. ''Desenvolver um jogo para celular leva quatro meses e, em termos de vendas, dá resultado porque é um mercado crescente'', observa o CEO da Calibre, Ronaldo Cruz.
Típico game mobile, no ''Hunger Calls'' - recém-lançado pela Calibre - o jogador precisa ajudar Max e seu robô Betty a servir todos os clientes que estão no restaurante. Assim como aqueles desenvolvidos para as redes sociais, os jogos mobile são casuais, divertidos e intuitivos, ressalta Cruz.
Para os amigos Wanderley Ortega Junior, Rodolfo Akagui e Eduardo Jabur, um tempo ocioso pode ser preenchido com uma competição em um game para celular, que são baixados diretamente do iPhone e, em segundos, chegam prontos para serem jogados. Eles são adeptos dos jogos para celular como diversão e passatempo e pagam de US$ 1,99 a US$ 4,99 por aplicativo. ''Como todo mundo tem um iPhone, quando alguém acha alguma coisa interessante, passa para o outro e acaba pegando. Aí fica um competindo com o outro até enjoar'', conta Rodolfo Akagui, estudante.
Ortega Junior descreve os jogos do seu celular como aqueles em que ''não é preciso ficar batendo a cabeça com regras''. Também por este motivo, Akagui aposta que a mania de games de celular pega mesmo. ''Não são jogos muito complicados, todo mundo consegue jogar e acaba popularizando rápido.''
Na visão de Cruz, o mercado mobile cresceu porque sofreu menos os impactos da crise, e a inserção social do 3G e a modernização de dispositivos móveis com, inclusive, capacidade 3D, têm atraído novos jogadores. Até as mulheres entraram no jogo, ele observa. No ano passado, a Calibre faturou R$ 1 milhão, mas espera crescimento de pelo menos 50% este ano.(M.F.C.)

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