Com a falta de novidades sobre a Argentina e a proximidade do fim de mês, as operações no mercado cambial doméstico concentraram-se entre tesourarias de bancos. Não houve fluxo nem operação de hedge significativos, disseram operadores das mesas de negociação. Por isso, o dólar comercial operou com estreita volatilidade e fechou em ligeira queda de 0,04%, vendido a R$ 2,5590, após dois dias úteis em alta. Embora ainda fraco, o giro no mercado à vista (D+2), de cerca de US$ 973 milhões, foi melhor do que o de anteontem, de US$ 774 milhões.
No segundo dia de negócios no pregão eletrônico de câmbio spot da Bolsa do Rio a liquidez também melhorou. O comercial encerrou cotado a R$ 2,558, no mesmo patamar do fechamento anterior. Foram registradas 246 operações, gerando um volume de US$ 352 milhões ou R$ 899.347.000,00. O giro de ontem correspondeu a 36% do volume movimentado no mercado à vista, ante cerca de 32,23% anteontem.
Operadores das mesas de câmbio disseram que estão atentos ao novo mercado. Além disso, avaliam que é possível, no futuro, a migração de bancos que operam apenas no mercado de viva-voz para esse pregão eletrônico.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, também aumentou ontem o volume de negócios por causa da proximidade do fim de mês e início das rolagens de contratos futuros de dólar. O giro financeiro com contratos cambiais somou R$ 11,98 bilhões (93.039 negócios), ante R$ 7,39 bilhões (57.290 negócios) registrados ontem. No pregão viva-voz, o contrato de dólar com vencimento em 1º de setembro projetou R$ 2,5650, queda de 0,12%; e o que vence em 1º de outubro, R$ 2,5997, queda de 0,25%.
Os juros futuros registraram uma boa queda ontem, apesar de a liquidez dos negócios continuar fraca. Também no leilão de títulos do Tesouro, os papéis prefixados (LTNs) foram vendidos às instituições financeiras por taxas inferiores às do leilão da semana passada. E, depois do leilão, a curva de juros continuou mostrando declínio das taxas, num comportamento muito positivo.
Na BM&F, o contrato de DI futuro para 1º de janeiro, na liderança em termos de liquidez, teve sua projeção de juros reduzida para 22,09% ao ano, de 22,46% de anteontem.
A Bovespa não conseguiu acompanhar a recuperação da Bolsa de Buenos Aires e dos bradies por causa das quedas fortes no mercado norte-americano. O índice da carteira teórica paulista fechou em ligeira alta de 0,17% e o volume financeiro somou R$ 365 milhões. O Ibovespa futuro com vencimento em outubro ficou estável, nos 13.240 pontos.
A Nasdaq fechou em baixa de 2,48% e o índice Dow Jones recuou 1,54%. Já em Buenos Aires, o índice Merval fechou com valorização de 2,23%.(Márcia Pinheiro, Silvana Rocha e Marisa Castellani)

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