Mercado mantém crescimento do PIB em 3,5%
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de maio de 2004
Renato Andrade<br> Agência Estado 
Brasília - Bancos e empresas do País continuam apostando que a economia brasileira crescerá este ano 3,5%, a despeito dos resultados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada.
A cautela em relação ao comportamento da economia também marcou outras projeções feitas pelos analistas na pesquisa semanal do Banco Central (BC). Em relação aos juros, por exemplo, a aposta é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) não irá alterar a meta da Selic em junho.
O crescimento de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), apurado nos três primeiros meses deste ano, não sensibilizou os analistas ouvidos pelo BC.
Pela nona semana consecutiva, eles mantiveram em 3,5% a estimativa de aumento do PIB este ano. Para 2005, a projeção também foi a mesma (3,5%), apesar de o governo apostar que a economia poderá apresentar um desempenho melhor, com uma taxa de crescimento de, pelo menos, 4,5%.
Em relação aos juros, a pesquisa feita pelo BC mostra um certo conservadorismo do mercado. No levantamento passado, as instituições apostavam que o Copom poderia reduzir em 0,25 ponto porcentual a Selic para junho. Mas as apostas foram revertidas, e o mercado indica agora que espera a manutenção dos juros em 16%. Até o final do ano, os analistas acreditam que o BC irá reduzir os juros em mais 1,5 ponto porcentual, o que faria com que a Selic fechasse 2004 em 14,50% ao ano.
Para 2005, foi mantida a estimativa de uma taxa de juros ao final do período em 13% ao ano. Essa posição mais conservadora em relação ao comportamento dos juros pode ser explicada pelas projeções para a inflação. Para os meses de maio e junho, os analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo BC no sistema de metas de inflação, registre uma alta de 0,50% por mês.
No ano, as instituições elevaram de 6,36% para 6,50% a expectativa para a inflação. A pesquisa também indicou um pequeno aumento para a variação do IPCA em 2005, passando de 5,15% para 5,30%. Para os próximos 12 meses, os analistas acreditam que o IPCA acumulará uma alta de 6%, ante 5,82% estimados no levantamento anterior.


