Mercado mantém aposta em reação argentina e trégua
O mercado encerrou a semana apostando na iminência do anúncio dos detalhes do swap (troca) de dívida da Argentina para prazos mais longos. A Bovespa só não fechou em alta houve uma reviravolta nos últimos minutos porque existem grandes players ainda vendidos que derrubaram os preços para obter melhores oportunidades de compra. O índice da carteira teórica paulista fechou em queda de 0,32%; o volume financeiro no pregão paulista somou R$ 519 milhões.
Nos Estados Unidos, o relatório de desemprego referente a abril no princípio assustou. Mas, num segundo momento, prevaleceu o consenso de que a taxa de 4,5% e a redução de 223 mil postos de trabalho serão dados adicionais que levarão o Federal Reserve a continuar sua política de afrouxamento monetário. Uma pesquisa da Dow Jones/CNBC entrevistou 21 primary-dealers e todos responderam que prevêem um corte de 0,50 ponto porcentual na taxa dos Fed Funds, para 4%, quando o Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fo mc) reunir-se no próximo dia 15.
O imbróglio político envolvendo Antonio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda deixou de atrair as atenções dos investidores. Cassação ou renúncia, tanto faz, desde que se preserve a figura do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O dólar comercial voltou a cair ontem por causa da persistente expectativa de anúncio de detalhes sobre o swap de títulos curtos por longos da dívida argentina. No início da tarde, fontes do Ministério da Economia da Argentina informaram que devem ser divulgados após o fechamento dos mercados informações sobre a troca de dívida. Essa notícia levou tesourarias de bancos a vender dólar à tarde, provocando a queda de preço e aumento do giro financeiro no D2 pronto para US$ 2,9 bilhões, ante US$ 2,633 bilhões movimentados anteontem. O comercial fechou em baixa de 0,05%, vendido a R$ 2,212, após recuar até R$ 2,202, queda de 0,50%.
No início da tarde, porém, a percepção do mercado de que o aumento da taxa de desemprego nos Estados Unidos poderá motivar novo corte do juro pelo Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, em 15 de maio, fez as bolsas norte-americanas reagirem positivamente, puxando junto a Bovespa e o Índice da bolsa argentina.
(Márcia Pinheiro, Silvana Rocha e Mario Rocha)





