São Paulo - O mercado de produtos light e diet movimentou no ano passado US$ 3,6 bilhões e já representa 5% do total das vendas de alimentos. A expectativa é que o setor feche o ano com crescimento de 20%, enquanto as vendas de produtos alimentícios em geral devem subir em torno de 5% em relação a 2004. O crescimento dietéticos e lights, no entanto, poderia ser ainda maior, não fossem os preços, em média 10% a 15% mais altos do que as versões tradicionais, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos Dietéticos para Fins Especiais e Suplementos Alimentares (Abiadsa). Para eliminar essa barreira, a entidade vai reivindicar ao governo uma redução de impostos para cortar preços.
''Não é um produto dispensável porque 40% da população com mais de sete anos de idade, isto é, 120 milhões de indivíduos, está acima do peso'', diz o presidente da entidade, Carlos Eduardo Gouvêa. ''Em 1975, este porcentual era de 16%.''
A Abiadsa deve pedir uma redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) para o governo estadual, numa primeira etapa, e corte em outros impostos para o governo federal no próximo ano. ''No momento, por causa do quadro político é melhor aguardar'', justifica.
Os números de uma pesquisa da Latin Panel, em conjunto com a Abiadsa, revelam o avanço no consumo de lights e diets no País. Em 10 anos o crescimento foi de 800% e hoje 35% dos lares brasileiros consomem algum tipo destes produtos.
Mas, mesmo com o aumento de vendas, boa parte dos consumidores desconhece as características e diferenças dos lights e diets na hora da compra. Uma entrevista feita com 720 pessoas pelo Instituto Brasileiro de Educação para o Consumo de Alimentos e Congêneres (IBCA), mostrou que 35,5% não se sentiam seguras para explicar diferenças entre light e diet.
''Muitos associam a palavra light à redução calórica, mas o alimento pode ser mais saudável, mas com caloria quase igual a um produto normal'', diz Gouvêa. Neste caso, explica, a chance de frustração e posterior rejeição do produto é grande, significando para a indústria uma perda de vendas.

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